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sábado, 15 de setembro de 2012

É Oficial!

Por Tainá Oliveira

O processo de fusão e aquisição das empresas é longo, demorado e burocrático. Até ele de fato ocorrer, muitos acontecimentos e murmúrios podem aparecer durante o processo, mas quando é chegada a hora do anuncio oficial da aquisição nada mais pode estar entre as dúvidas de nenhum funcionário.
A fusão da Citrovita (Grupo Votorantim) e da Citrosuco (Fischer), anunciada em 14 de maio de 2010, foi julgada apenas em dezembro de 2011 e deve ser anunciada oficialmente aos funcionários do grupo Votorantim por volta do mês de setembro.
Como dito anteriormente, durante todo o tempo de espera sobre a decisão do CADE, a da resolução efetiva das vias jurídicas, as dúvidas e perguntas sobre algumas questões podem aparecer, mas após a divulgação do mesmo o acesso à informação torna-se mais fácil e rápido eliminando suspeitas e criando certezas.
A forma para anunciar algo tão gigantesco (Citrovita e Citrosuco formarão a maior empresa do mundo em fabricação de suco de laranja), dentro de uma empresa de proporções como as da Votorantim, seria algo complexo e relativamente demorado e exatamente por isso os meios para tal anúncio seriam diversificados e baseados no tipo de funcionário do grupo (fábrica, escritório, terceirizado, estagiário, temporário, etc).
O jornal mural, o Portal Interno e o e-mail organizacional seriam as formas mais adequadas de se passar oficialmente essa informação para todos os colaboradores assim, a notícia chegaria aos ouvidos de todos os empregados e nenhum questionamento e/ou stress desnecessário, aconteceria.
É preciso analisar o tipo de público e qual meio de comunicação da sua empresa é mais acessado e procurado para explicar decisões importantes como essa. Um funcionário bem informado é um aliado da empresa. Defende, explica e cresce junto com a organização.


Fonte:
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/75428_CADE+JULGA+AMANHA+FUSAO+ENTRE+CITROVITA+E+CITROSUCO

sábado, 8 de setembro de 2012

Marca: Uma questão de Comunicação Interna

Por Monique Leme Cesila

A comunicação interna está presente em praticamente todos os processos da empresa, principalmente em momentos de fusões e aquisições, quando todos ficam mais inseguros e preocupados. Problemas que a princípio não parecem ser de CI acabam sendo geridos também por esta área, já que interferem diretamente na maneira como o colaborador vai se sentir. A questão da marca em fusões e aquisições é um importante exemplo. Definir como vai ficar o logotipo depois das negociações não parece ser um problema de comunicação interna... mas também é. 

Os esforços de todas as organizações é que sua marca seja mais do que apenas um logotipo, que possua um nome forte, uma identidade que gere diferenciação e agregue valor. Em fusões e aquisições esse é um processo muito delicado e deve-se buscar acima de tudo construir uma cultura única que singularize aquela nova empresa que está se formando após as negociações.

Neste momento entra a importância de que ambas as empresas sejam estudas e com muito cuidado, seja criada uma marca que passe a mensagem certa para os públicos envolvidos. Geralmente, em fusões e aquisições os ânimos estão à flor da pele e a construção do logotipo pode passar despercebido e não é dada a importância devida para esta etapa.

É essencial que se defina o que vai ser mantido, o que vai mudar, o que é novo e vai passar a fazer parte do que a empresa é a partir das negociações e o que já não a identifica mais a partir dessa nova fase. A marca vai também esclarecer para os colaboradores e demais públicos como a empresa está a partir de agora. Por isso é indispensável levar em consideração fatores como o nome, a identidade visual e acima de tudo a cultura que está se fundindo junto com as empresas.

Este é um momento muito delicado, pois deve-se evitar ao máximo a sensação de que houve um ganhador ou um perdedor. A especulação e a rádio peão são dois desafios muito grandes, que criam incertezas sobre o processo que a empresa está passando. Por isso a importância de se unificar o discurso entre as empresas que estão se fundindo e fazer com que o público interno esteja sempre informado e seguro sobre qual será o futuro da empresa onde trabalha.

FONTE: materiais da aula de Gestão da Comunicação Interna, da Faculdade Cásper Líbero.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Case: Saint Gobain e Norton


Por Thamyres Struzani

A “Compagnie de SAINT-GOBAIN” nasceu na França por ordem do Rei Luis XIV em 1665, criada por Colbert com o objetivo de fabricar os espelhos para o Palácio de Versalhes. Hoje, SAINT-GOBAIN é um grupo multinacional, fabricante de materiais tecnológicos. Diversificado e líder nas suas diversas atividades, transforma materiais conhecidos de longa data, tais como o vidro, o ferro fundido, o plástico e as cerâmicas. Com sedes em muitos países, a empresa se instalou no Brasil em 1937.

E foi em 1999 que a Saint Gobain comprou a empresa norte americana Norton, de rebolos e abrasivos, sua concorrente no segmento. Hoje as duas empresas somam 13.528 funcionários no país.

E para contar um pouco como foi esse processo, o nosso post terá uma entrevista com o funcionário da empresa francesa Saint Gobain, Mário Struzani Jr

Como foi abordada internamente a fusão entre as duas empresas na época?
Foi comunicado aos funcionários de que tinha ocorrido a compra de uma concorrente da empresa, mas que as características de cada uma iam permanecer intactas. Isso, por uma questão mercadológica, ou seja, o mercado não poderia sentir que essa fusão atrapalharia os negócios.

Quais foram os veículos internos utilizados para comunicar a fusão?
Foram utilizados a intranet e o boletim interno.

O discurso foi direto? Com uma linguagem objetiva?
Sim, foi muito objetivo e claro.

Houve a participação da liderança nesse processo de comunicação? Como?
Sim, durante o processo de fusão foi veiculada uma carta do presidente da organização para todos os funcionários internos.

Os funcionários de modo geral se sentiram mais seguros depois dos esclarecimentos?
Sim, depois da carta e dos depoimentos por meio do boletim e intranet, os funcionários tiveram mais segurança com os seus empregos e com as possibilidades de crescimento dentro do grupo.

Quanto tempo depois do comunicado ocorreu de fato a fusão?
Levou em média um ano para ocorrer a transição.

Alguma coisa mudou na maneira de trabalhar depois da fusão?
Sim, mudou na forma de lidar com o controle financeiro da empresa, visão de mercado também mudou bastante, pois, como dito antes, as duas empresas eram concorrentes e por isso, essa era uma questão mais delicada e que requeria mais cuidado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Influência da Comunicação na Cultura da Organização

Por Giovanna Rossi

            Um dos processos cada vez mais comuns nas organizações brasileiras são as fusões e aquisições, esses, se não forem bem cuidados, podem se tornar um trauma cultural na vida organizacional e que afetam, sobretudo, os aspectos comunicacionais.
Pode ocorrer um choque cultural entre grupos, perda de capital humano e memória organizacional, diminuição do senso de pertencer, anomia e perda de confiança e cooperação dentro e fora da organização emergente.
Portanto, o grande desafio da Comunicação Interna está em trabalhar o conceito de Cultura Organizacional quando as empresas que se unem contam cada qual com uma cultura particular, gerando um choque de culturas; nesse aspecto a Comunicação Interna deve ficar muito atenta, pois essa "terceira cultura" formada pelas culturas de duas empresas diferentes pode gerar descontentamento e desengajamento do público interno por várias questões como: salários diferentes, manual de conduta e de ética divergentes, demissões em massa, etc, como é o caso da Fusão Santander/Real, cujas culturas são: espanhola, de caráter mais agressivo; e holandesa, de caráter mais brando.
Alguns funcionários que participaram de ambas as fusões, possuem percepções bastante diferentes; os funcionários do Banco Real se sentem "afastados" em relação à cultura agressiva do Santandar por estarem acostumados com a cultura mais "compreensiva" do Banco Real; em contrapartida, os funcionários do Santander se sentem "aliviados", pois estão saindo de uma cultura totalmente agressiva para uma terceira que nem é branda e nem é agressiva, mas um meio termo entre elas.
Já no caso da Fusão Itaú/Unibanco, os funcionários do Unibanco se sentem engajados em "mostrar serviço", visto que o Itaú é um banco que preza pela excelência nos processos, visando crescimento; e os funcionários do Itaú, embora não temam a cultura do Unibanco (até por esta ser "menor" que aquela, levando em consideração que Itaú era um banco "maior" que o Unibanco), temem de alguma forma devido aos salários, que no Unibanco são menores; o "medo" aqui é de ser desligado da nova empresa por ter salário muito alto e poder entrar numa redução de custos.
As possibilidades e dúvidas são inúmeras num processo de Fusão/Aquisição, e cabe a nós da Comunicação reduzir ao máximo o impacto cultural a fim de evitar desengajamento e, consequentemente, desmotivação, o que poderia levar a uma redução dos resultados, considerando que os funcionários são uma parte importante da grande engrenagem que é uma empresa.

FONTE:
http://queroficarrico.com/blog/2008/11/03/entenda-a-fusao-entre-itau-e-unibanco/

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Aplicando as Leis da Comunicação no momento das fusões e aquisições

Por Stephanie Martinelli

            Quando falamos em comunicação, podemos citar algumas “leis” que podem nos auxiliar a contornar alguns problemas do dia-a-dia para que estas situações não piorem e se tornem algo muito maior e pior de resolver.
            Já percebemos que em fusões e aquisições, há enormes conflitos, e o profissional de comunicação interna precisa estar apto para resolver tais ocorrências.
            São ao total 10 leis da comunicação que nos ajudam, e nesse post irei discorrer sobre 4 delas, dando ênfase para o tema do nosso blog.
            A primeira é a lei do emissor. Essa lei diz que a comunicação é mais eficaz quanto mais respeitável e crível for o emissor. Isso nos lembra algo que já citamos no blog: a importância do líder no momento de fusões e aquisições. Ele precisa neste momento estar ainda mais presente, intensificando a comunicação com seus funcionários e colegas que o prestigiam. Dessa forma, oferecerá uma maior segurança para o colaborador neste momento tão conturbado.
            Uma outra lei é a do receptor. Ela nos diz que quanto mais variado for esse emissor, mais difícil será a comunicação. Em uma única empresa essa heterogeneidade já ocorre. Imagina então quando há, por exemplo, uma fusão? Além do papel do líder, é preciso nesse momento pensar também, em investir em uma maior variedade de canais, por exemplo. Além de também ser necessário adaptar a mensagem para os diversos públicos.
            A lei da distorção também é super importante. A lei diz que o conteúdo da mensagem se modifica a medida que é retransmitida de uma pessoa para outra. Quando há fusões e aquisições, o rádio-peão, buchicho e burburinho ocorrem com mais freqüência ainda. É preciso tomar cuidado e algumas providências para que isso não aconteça. Por isso novamente, a importância o líder presente, a variedade de canais, adaptação das mensagens, além de um diálogo extremamente aberto, e até o conselho de comunicação ajudando ainda mais nesse período.
            E por fim, podemos citar a lei do silêncio. Esta lei expõe que o silêncio também comunica. E pode expressar muitas coisas, e em grande parte, opostas. Em uma aquisição, por exemplo, jamais devemos nos calar. Nesse momento é preciso, como já dito, estar ainda mais presente, ter um diálogo aberto, estar disposto a responder qualquer pergunta sobre o que está ocorrendo, não deixando margem para dúvidas e temores.

FONTE: materiais da aula de Gestão da Comunicação Interna, da Faculdade Cásper Líbero.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Confusão: e quando a aquisição é divulgada, mas não ocorre?

Por Tainá Oliveira

Sempre falamos sobre o processo de fusões e aquisições, seus métodos, etapas e ferramentas. Mas e quando a fusão é anunciada, comentada na mídia, esclarecida aos seus colaboradores, porém não ocorre de fato?!
No meio desta semana, quinta-feira, 16 de agosto, o jornal Valor Econômico divulgou que o processo que analisaria a aquisição da Fertilizantes Santa Catarina pelo grupo Santos Brasil Participações foi arquivado, pois em julho deste ano as empresas informaram a desistência da operação.
Nesse momento a Comunicação Interna deve ser mais delicada e cuidadosa do que o habitual. O público interno da organização deve ter todas as dúvidas esclarecidas para evitar qualquer tipo de “radio peão” que prejudique a imagem da organização ou cause tumulto entre seus colaboradores.
Nessas horas, os questionamentos sobre diversas possibilidades pairam sob a cabeça do funcionário e é de suma importância que tudo seja esclarecido o mais rápido possível. Questões como: “a empresa está falindo por isso não ocorrerá a aquisição”, “como ficamos agora com todos os planos feitos para depois da mudança?” persistem nos corredores dos escritórios das corporações envolvidas.
            Os “conhecimentos” externos sobre o ocorrido, provavelmente, deverão vir de todos os lados possíveis (rádio, tv, revistas, jornais, conversas casuais, etc.) e é extremamente necessário que os funcionários estejam a par de toda e qualquer informação passível de ser transmitida para que nenhuma dúvida se estabeleça e passe a ser um problema dentro da empresa.
Dessa forma, assim como em todas as outras situações do mundo corporativo, os funcionários devem estar cientes das notícias relacionadas ao fato, para assim tudo ser mais transparente possível e prevenir que nenhum problema de troca de informações seja a causa de maiores dores-de-cabeça em processos como estes.

Referência: Jornal Valor Econômico Ano: XXVII Nº - 8825

domingo, 10 de junho de 2012

Fatores críticos em fusões e aquisições

Por Stephanie Martinelli

Como já citado em outras postagens, as fusões e aquisições nas empresas podem ser algo extremamente conturbado. São inúmeros os fatores a serem pensados, principalmente pela área de comunicação interna, que nesse momento tem como principal função auxiliar as organizações para que tudo ocorra da melhor maneira possível.
Para exemplificar, podemos pensar em alguns elementos essenciais que merecem grande atenção nesse período.
O profissional de comunicação necessita conhecer a fundo as empresas que irão se ‘fundir’, suas formas de gestão e culturas, para conseguir, por exemplo, sintetizar seus princípios organizacionais, afinal, cada empresa tinha sua própria missão, visão, valores e filosofia.
Outro item a ser analisado são as ferramentas que agora farão parte da empresa, quais são mais adequadas e poderão ser mais úteis e benéficas para os funcionários.
Não podemos esquecer-nos do papel dos líderes nessa ocasião. Se a comunicação tem o papel de integrar os veículos internos para suportar tal mudança, os líderes precisam intensificar a comunicação com seus funcionários, respondendo também questões chaves e que agora os preocupam. É preciso manter o diálogo com esses colaboradores, que estão confusos com tudo que está ocorrendo.
Esse último aspecto é essencial para que realmente tudo aconteça com menos problemas possíveis: o diálogo. Com diálogo há uma troca e ampliação da visão, que auxilia a compreender melhor essa “transformação” que as instituições estão atravessando.


Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQvp6hLV7GePTduXAWShXgYhliiJXdHKu4bxot2vNvVq69ZNuNbP8xUdzqzw3NrN34nFsI4nSqqpx6x5vLBmVTwO9PFKcFXXrBA5N-I5aRP5qNraKjnbYJPE2btOdGXD9qVeXFIkYyfrmt/s1600/puzzle.jpg

quinta-feira, 22 de março de 2012

Surge o "Comum de 2 gêneros"

Atualmente, a comunicação interna é um assunto muito abordado, porém há ainda diversas dúvidas em relação à sua função, atividades e o seu papel.
Podemos conceituar a comunicação interna como “uma ferramenta estratégica que promove e facilita o fluxo de informação, a interação e o diálogo entre a organização e seus colaboradores internos. Essa comunicação incita também o sentido de pertencer, gerando comprometimento e engajamento por parte dos colaboradores, e trazendo assim resultados positivos à empresa”.
De acordo com essa definição é possível perceber então a importância da comunicação interna nos casos de fusões e aquisições que ocorrem no mercado.
Este blog tem a finalidade de ilustrar, esclarecer e divulgar a relevância de uma comunicação interna eficiente nestas situações, que na maioria das vezes são muito conturbadas para as organizações envolvidas.
O “Comum de 2 gêneros” é elaborado por Giovanna Rossi, Monique Cesila, Stephanie Martinelli, Tainá Oliveira e Thamyres Struzani, estudantes do 3º ano de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero.